A torcida do Atlético voltou a manifestar sua insatisfação com a gestão da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) que administra o clube. Neste sábado (28), um grupo de torcedores estendeu uma faixa com críticas contundentes na sede da MRV, localizada no centro de Belo Horizonte. A empresa é vinculada aos principais acionistas do Galo, Rubens e Rafael Menin.
A mensagem, que rapidamente viralizou nas redes sociais, expressava duras cobranças. O protesto apontava a falta de investimentos, o aumento das dívidas, a venda de jogadores-chave e a ausência de um planejamento esportivo claro. “A SAF do Galo é diferenciada: não investe, aumentam as dívidas, vendem os principais jogadores, os donos não colocam a cara, sem projeto esportivo”, dizia o texto da faixa.
Os torcedores também reforçaram que “o Galo não é brinquedo de bilionário” e exigiram uma gestão mais profissional no futebol, destacando a necessidade de mudanças estruturais.
Série de protestos cresce
O protesto deste sábado é o segundo em menos de uma semana. No último domingo (22), uma faixa criticando o “baixo investimento” foi colocada em um viaduto próximo à Arena MRV. Além disso, manifestações semelhantes têm ocorrido com frequência.
No dia 6 de dezembro, cerca de 80 torcedores se reuniram na sede do clube, no Bairro de Lourdes, para criticar a SAF e levantar acusações de má gestão financeira, incluindo suposto uso de recursos do clube para quitar dívidas pessoais. No dia 8 de dezembro, outra manifestação aconteceu na Arena MRV, com faixas pedindo a “devolução de dignidade” ao clube após uma temporada difícil, marcada pela luta contra o rebaixamento no Brasileirão.
Os protestos refletem um crescente descontentamento da torcida alvinegra e pressionam os gestores da SAF por respostas e mudanças.